quinta-feira, dezembro 1





-1 de Dezembro de 1640 - Restauração da Independência


Tudo começava com a trágica morte de D.Sebastião, na infâme batalha de Alcácer.Quibir. A sucessão estava agora assegurada pelo cardeal D.Henrique, que viria a ser o novo rei de Portugal. O Cardeal D.Henrique I já no fim da sua vida decide, nas Cortes de Almeirim, deixar uma junta de cinco governadores: o arcebispo de Lisboa D. Jorge de Almeida, D. João Telo, D. Francisco de Sá Meneses, D. Diogo Lopes de Sousa e D. João de Mascarenhas. Desta forma pretendia assegurar a independência de Portugal, tornando possível a continuaçao da Dinastia.

Todavia, D.Filipe II de Espanha apressa-se a enviar um dos seus melhores militares para Portugal, o Duque de Alba. Pretendia assim unificar a Península Ibérica, um velho sonho espanhol. A reivindicação do Reino de Portugal teve o seu ponto alto na famosa Batalha de Alcântara, onde as tropas portuguesas lideradas por D.António, o Prior do Crato, viriam a ser derrotadas, entregando a coroa portuguesa a D.Filipe II de Espanha I de Portugal.

D.Filipe I, aclamado Rei de Portugal nas Cortes de Tomar, acordara não tornar os territórios ultramarinos em provincias espanholas e comprometera-se a assegurar a prosperidade do povo português, dando-lhe uma autonomia própria, aliada a alguns privilégios.
Ao contrário do que prometeu, nem ele nem os seus sucessores, nomeadamente D.Filipe II, cumpriram os compromissos para com o povo português. Por um lado, os impostos aumentavam, a população empobrecia, os burgueses viam os seus interesses comerciais afectados e perdiam paulatinamente a sua influência estratégica para a burguesia espanhola. Por outro a nobreza estava preocupada com a perda dos seus postos, rendimentos e privilégios e o
Império Português era ameaçado por Ingleses e Holandeses perante o desinteresse dos governadores filipinos. O desprezo espanhol pelo nosso povo era tal que, um misto de sentimento de revolta e patriotismo foi crescendo na população e tornou possível a revolta de 1640, na qual um grupo de conspiradores, constituído por nobres e juristas aclamou o duque de Bragança como Rei de Portugal, com o título de D. João IV (1640-1656), dando início à 4ª Dinastia - Dinastia de Bragança.

Portugal era de novo um Reino independente e soberano.
A nobre Nação outrora dominada, fez elevar a sua voz de revolta mais alto e exacerbou o seu patriotismo, restituindo ao povo a Justiça, a Honra e o Orgulho, o que nos permite dizer sem hesitações: SOU PORTUGUÊS.

"Não esqueceis o vosso passado, não esqueceis o sangue por outros iguais a vós derramado. Se hoje existirdes é porque existiu um povo que lutou por vés e com lágrimas e suor quis honrar as gerações do futuro. Não mancheis o vosso passado. Por vós. Pela vossa Pátria" - Richard Lumens
VIVA P O R T U G A L

6 comentários:

Mestre de Aviz disse...

VIVA PORTUGAL!

Mestre de Aviz disse...

VIVA PORTUGAL!

Ze do Telhado disse...

VIVA

Freddy disse...

Olivença é nossa!!!

Abraço da Zona Franca

Pantera disse...

Um dia teremos outra restauração da independencia.

Anónimo disse...

This is very interesting site... »