quinta-feira, fevereiro 16


O Nacionalismo por António de Oliveira Salazar

"O mundo está sobretudo doente do espírito. Deste canto ocidental da Península há muito que erguemos a nossa débil voz em defesa desta tese simples, leal e que supomos sensata: assim como é impossível compor a economia duma nação sem ordenar convenientemente todos os seus factores e ramos de actividade, assim também é impossível melhorar a economia do mundo sem que cada nação se esforce e consiga resolver as maiores dificuldades da sua situação interna. O quadro nacional será a perder de vista no tempo o campo mais simples da solução dos problemas do mundo.
Em cinco anos(1) de porfiados esforços, de sacrifícios e sofrimentos fizemos nós aqui uma experiência que todas as nações têm olhado com interesse. Com a nossa paz, a nossa ordem, o nosso equilíbrio, o nosso crédito, o nosso trabalho nós temos contribuído decididamente para a paz, para a ordem, para o equilíbrio, para o crédito e para o trabalho no mundo. Fizemo-lo sem protecção, sem auxílio de qualquer espécie; que digo? Fizemo-lo apesar dos obstáculos que de muita parte se têm erguido contra a nossa acção; fizemo-lo com a preocupação de não prejudicar a acção alheia. Propositadamente vinco esta referência, porque me parece dever ser princípio superior de orientação na restauração nacional nada se fazer que seja obstáculo a que outros países resolvam também os seus problemas vitais. Fiéis, direi, quase sacrificados a este critério, nós somos em matéria de trabalho, de comércio externo, de câmbios, de comunicações internacionais um dos poucos países que hoje pretendem desenvolver-se sem molestar ou restringir a fortuna alheia e os direitos que se haviam geralmente reconhecido como conquistas da civilização moderna.
Eis a nossa tese e a nossa posição: o nacionalismo intransigente, mas equilibrado, que simplifica a solução dos problemas no mundo, aproveitando o quadro natural da divisão em nações, que trabalha com claro sentido da solidariedade internacional para que contribui com o seu activo de realizações e cujos superiores interesses não ofende nem contraria com a actividade desenvolvida no plano nacional. É este o espírito com que trabalhamos, hoje nem sequer ideia minha ou deste Governo, mas preceito expresso da nossa Constituição.
Depois de algum tempo perdido, de muitos atritos e de algumas desilusões, voltarão os espíritos à boa razão, e este suspeito e curioso comunitarismo internacional, que consistiria em uns disporem dos bens e outros da boa vontade... de ficar com eles, há-de desaparecer também. O sentido das realidades sociais, das profundas realidades nacionais, acabrá por impor-se à visão dos altos dirigentes e imprimirá novas directrizes à marcha das coisas. A nós hão-de vir encontrar-nos então trabalhando tranquilos na unidade política e económica de Portugal e do seu Império, de que queremos fazer poderoso factor de paz e de progresso do mundo."

(1)O presente texto é de 1933; em 1928 iniciara-se a restauração financeira.

Extracto do discurso de 1 de Junho de 1933, António de Oliveira Salazar



É este nacionalismo que nós queremos!

Saudações

35 comentários:

besta mecanica disse...

Bom post, bastante bom o texto. Também acredito nesse tipo de Nacionalismo.
Viva Portugal!

Cumprimentos

Mestre de Aviz disse...

É engraçado que a maioria das coisas que Salazar refere em 1933 continuam actuais em 2006. Ele tinha a solução, mas houve uns quantos rapazes que lha roubaram! Cabe-nos traze-a de volta!
Obrigado, caro besta mecanica, os teus comentarios sao sempre bem-vindos.
Cumprimentos

Mestre de Aviz disse...

*traze-la

Santo_Condestável disse...

Vim aqui dar-te um abraço mestre de Avis! Belo almoço aquele, e claro, bom texto este.

besta mecânica disse...

Obrigado caro Mestre de Avis. Epah, gostava de ver os outros colaboradores mais intervenientes. Parece que tu e o camarada Ze são os unicos a trabalhar aqui. Mas até agora fazem-no bem, os outros recebem os louros pelos vossos habitualmente bons textos.

Mestre de Aviz disse...

Santo Condestável, seja aparecido neste mundo! Cumprimentos

Mestre de Aviz disse...

Caro Besta Mecânica,

Eu e o Zé somos os únicos que temos tido disponibilidade para escrever aqui, embora com não tanta regularidade como antigamente. Ainda assim, reunimo-nos todos para falar do blog de quando em vez.
Obrigado pela sugestão.
Cumprimentos

Ze do Telhado disse...

Faço minhas as palavras do Mestre de Avis. Gostava de realçar que não se trata de quem "recebe louros". Somos uma equipa sem obrigações de escrever com regularidade e cada um participa conforme as suas disponibilidades. Julgo que os leitores reconhecem quem escreve mais, não sendo isso, no entanto, o mais importante. O importante é a mensagem.

Vitório Rosário Cardoso disse...

Convido-vos a visitar o blog "Portas do Cerco".

www.passaleao.blogspot.com

Está anunciado para amanhã, dia 23 de Fevereiro pelas 13H00, uma conferência sobre a "Política Cultural Portuguesa para a Ásia".
O conferencista convidado é o Professor Vasconcellos de Saldanha, docente e investigador do Instituto do Oriente, ISCSP-UTL, ex-presidente do Instituto Português do Oriente e ex-cônsul-adjunto de Portugal em Macau.

É urgente que Portugal volte a ganhar as posições no mundo, outrora perdidas, sob novas estratégias.

O inacreditável é que o respeito , reverência e admiração por Portugal continuam na memória colectiva dos Povos dos cinco continentes, quando são os próprios "metropolitanos", os cépticos de hoje!

Portugal é bem maior do que julgam.

Saudações

Ze do Telhado disse...

Ora nem mais.
Obrigado pelo seu comentário. Visitaremos o seu blog com agrado.

Saudaçoes

Vitório Rosário Cardoso disse...

Caríssimo Zé do Telhado,

Creio que todos combatemos na mesma frente, pelo mesmo ideal, por Portugal!

Obrigado pela visita, retribuo iguais cumprimentos e felicitações,
Vitório Rosário Cardoso

Anónimo disse...

É o caralho...

causa justa disse...

Voces tenham vergonha na cara! Nunca Portugal esteve tão mal economicamente como no Estado Novo! Já para não falar do resto...nem liberdade havia. Mediocres é o que voces são...pseudo-fascistas anonimos!
Curem-se inúteis!

Mestre de Aviz disse...

Senhor Causa Justa,

Se o senhor soubesse alguma coisa de História não diria tantos disparates! Foi com o Estado Novo que Portugal pela primeira e única vez teve um deficit público e uma inflacção rastejantes. Para além do mais, foi também no Estado Novo que se viveu o período de ouro da economia, de 1958 até 1973!
Cure-se o senhor!

besta mecanica disse...

Ha com cada ressabiado...

Boa Mestre de Avis

Mestre de Aviz disse...

Como quem cala consente, parece que este senhor das causas justas se converteu. eheh

causa justa disse...

O periodo de ouro da economia foi vivido tb entre 1985 e 1992, com os governos de Cavaco Silva. Salazar oprimiu o povo. Conheço bem a história, certamente melhor deo que qualquer um de voces...estou a tirar a licenciatura em Historia, portanto ficas melhor calado, débil fascista!

Mestre de Aviz disse...

pois então vai estudar melhor história porque qualquer historiador te diz que o período de ouro da economia portuguesa correspondeu ao período de ouro da economia capitalista, ou seja, na década de 70, até à crise do petróleo em 73. Há algum livro que diga o contrário? Deves estar a estudar a história do Partdo Comunista Português, a de Portugal ou do Mundonão é de certeza!

besta mecanica disse...

Até o comuna do Fernando Rosas sabe isso. Deves andar mesmo à nora no teu curso... nao vale so o canudo, vale a pessoa tb e tu n parece grande coisa...ahaha lool

Mestre de Aviz disse...

E parece que o senhor Causa Justa desistiu...

causa justa disse...

nao desisti, mas sei é q vcs sao anormais. Estao a avançar como uma praga e vao estragar o q construimos ao longo de 30 anos.

Mestre de Aviz disse...

Mas afinal temos razão... E o que se fez nestes 30 anos foi destruir e nao construir, como o senhor ousa dizer.

causa justa disse...

eu disse que construimos com 30 anos de democracia e nao que destruimos. Talvez aprender portugues? nao?

Mestre de Aviz disse...

Pois disse. Quem não sabe ler é o senhor. Leia a minha resposta e depois venha pra cá mandar opiniões. Que imbecil!

causa justa disse...

o seu grau de mediocridade é visível com o recurso a ataques pessoais. Quando não ha argumentos vêm as ofensas, como ate vcs costumam dizer. e esta hein? ahahah

causa justa disse...

o seu grau de mediocridade é visível com o recurso a ataques pessoais. Quando não ha argumentos vêm as ofensas, como ate vcs costumam dizer. e esta hein? ahahah

causa justa disse...

o seu grau de mediocridade é visível com o recurso a ataques pessoais. Quando não ha argumentos vêm as ofensas, como ate vcs costumam dizer. e esta hein? ahahah

Mestre de Aviz disse...

Uma desgraça mesmo. Só vem confirmar o que nós temos vindo a dizer ao longo dos tempos!

Anónimo disse...

É curioso que a extrema-direita escolha como grande referência espiritual - o Oliveira Salazar - um homem sexualmente impotente. É o que a psicanálise chama de 'projecção mental'.

Na verdade, as razões dos bons rapazes da extrema-direita (e do seu horror aos homens africanos em particular) são eminentemente razões de alcova - o sempiterno sentimento de inferioridade sexual do macho dito 'branco' (é outra questão, saber se os portugueses são brancos) face aos possantes negrões e à sua frondosa floresta de mangalhos, que o filme Birth of A Nation retratou tão bem.

Ideologia e folclores à parte, é, na realidade, tudo uma questão de pichas moles.

Pirilaus em riste, cantaremos!

Ass.: Pimpinela Escarlate

Anónimo disse...

E se o Dr. Salazar não era impotente, seria pelo menos panasca. Uma coisa é certa: a sua pobre Mariazinha morreu mais seca e desolada que uma planície alentejana.

Ass.: Pimpinela Escarlate

Ze do Telhado disse...

Mesmo sem esquecer a falta de respeito pela história e debilidade mental a que já nos habituou, chegou a ter um pouco de piada nestes últimos dois comentários.

Mestre de Aviz disse...

valha-me Deus!

Gibernaldo disse...

comam me o corpo!!! alasca....... abraco xl!

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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