sexta-feira, setembro 29



INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ (a forma mais hipócrita e politicamente corrrecta de designar a Morte de um feto)


O Aborto é hoje um tema fortemente discutido na sociedade portuguesa. Parece que o referendo está de volta o que nos obriga a fazer referência a um tema que não pode ser esquecido. Para isso pretendemos esclarecer alguns pontos essenciais e alertar para o perigo que envolve a descriminalização do aborto a todo o custo.

A discussão fácil e, à primeira vista, “responsável”, pretende banalizar o assunto e habituar as pessoas à ideia de se tratar de um mal menor. É este o comportamento diariamente assumido pela esquerda e por muitos adeptos do politicamente correcto, que usam e abusam do tema, apresentando-se sempre como (pseudo) defensores do bem comum, particularmente do bem das mulheres.

Ora importa aqui, antes de mais, fazer algumas considerações. No que se refere à questão legal, a interrupção da gravidez é de facto permitida em Portugal. Porém, surge apenas em situações excepcionais, como não poderia deixar de ser, tipificadas ao pormenor no artigo 142º do Código Penal. De forma resumida, os casos em que o Aborto é permitido são três:
Nos casos de perigo de vida ou risco de “grave e duradoura lesão para a mãe” (realizável até à 12ªsemana); no caso de má formação incurável do feto (realizável até à 24ªsemana de gravidez) ou no caso de se tratar de um feto inviável, pode ser feito a todo o tempo; no caso de violação (realizável até à 16ªsemana de gravidez).

Como podemos observar, o Código Penal português é já bastante permissivo no que refere à questão da interrupção voluntária da gravidez. Aliás, o legislador, fazendo uso da razão, pretendeu acima de tudo proteger a Vida saudável do ser Humano, socorrendo-se destas excepções por imposição quase natural. Claro que não satisfeitos, os cultivadores da Morte pretendem que a “liberdade” da mulher seja praticamente total, mesmo que contra-natura, o que lhe permitiria discernir entre a vida e a morte do próprio filho (partindo imediatamente do pressuposto de que este não tem a liberdade de nascer), como se o ser humano tivesse autoridade para decidir sobre a morte de alguém. Quer dizer, ter até tem, não tem é cobertura legal e moral para o fazer. Nós podemos sempre matar, mas à margem da legalidade. Mas o que “eles” desejam é que passe a ser legítimo matar com o consentimento (moral e financeiro) do Estado, por simples capricho da mulher.
A proposta de lei será basicamente esta:

“Além dos casos e prazos previstos no Artigo 142º, a despenalização total da interrupção voluntária da gravidez quando realizada, por opção da mulher, nas 10(?) primeiras semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado.“

A questão aqui, para além pôr em causa o principal Direito Humano, é também a da Responsabilidade. É certo que os acidentes acontecem, mas só a quem está predisposto a corrê-los. E para eles, existem sempre soluções, como por exemplo a pílula do dia seguinte. Segundo, na sociedade actual, com toda a informação disponível, é ponto assente que existe uma alternativa protectora dos comportamentos de risco. Há de facto uma ampla oferta de métodos contraceptivos. Há também apoios sociais, embora que ainda limitados, para ajudar os pais adolescentes e pobres e as crianças não desejadas. E é aí que se tem de actuar, nas políticas sociais que apoiem a família, a incentivem e protejam. É numa política de distribuição de contraceptivos grátis ou a preços mais acessíveis, não com o objectivo de promover comportamentos mais libertinos, mas sim com o principal objectivo de proteger a instituição familiar e a vida, tão importante para o normal funcionamento da sociedade. O seu planeamento é essencial para que se resolvam problemas tão sérios como o respeito pela vida de um ser humano. Não se pode esquecer ainda a real importância da aposta numa política que promova valores morais superiores e uma ética respeitadora do Homem, ao invés de uma política de liberdade excessiva que leve o indivíduo a ter vícios e despreocupações humanas, mais grave ainda, o incite a desrespeitar-se ou a subvalorizar-se.
Concordarão comigo se disser que isto não é possível fazer de um momento para o outro, por ser uma tarefa árdua que exige competência, coragem e dedicação dos governantes para enfrentar as políticas de destruição do indivíduo, mas também ninguém disse que era instantâneo. Não podemos é ingressar pelo caminho mais “fácil”, mas também mais penoso e desastroso a curto prazo. É necessário que entendam que urge proteger a vida. Aliás, esta é uma das principais bandeiras do Nacionalismo. A promoção da Família e dos valores morais superiores faz-se exactamente protegendo o ser Humano, ao invés de se promoverem os maus hábitos do indivíduo e a sua irresponsabilidade.
Todavia, o Aborto não é nem deve ser um assunto exclusivo do Nacionalismo. É um assunto que extravasa largamente as fronteiras das ideologias políticas porque incide no elemento mais importante do funcionamento de uma sociedade. A Vida. E a Vida não se discute, protege-se. Ela é inviolável. Aliás, a nossa Constituição protege-a de forma clara no artigo 24º e, portanto, qualquer lei que vá contra este princípio deverá ser inconstitucional.


A CRISE DA NATALIDADE

É também importante referir a grave crise da natalidade em Portugal. Mais do que olharmos para os dados estatísticos é necessário entendermos uma problemática simples. Algo que nos coloca numa situação morbidamente ridícula. Estamos a preocuparmo-nos de mais com a morte e de menos com a vida. Mais do que um direito, é um dever preservarmos a nossa identidade, perpetuarmos o nosso povo. Isso não se faz só com políticas restritivas da imigração, mas também com políticas incentivadoras da natalidade porque sem renovação o povo envelhece e morre ao passo que a ocupação estrangeira torna-se inevitável. Antes de nos revoltarmos contra aqueles que nos “invadem” temos de perceber porque é que o fazem. Se o fizermos, chegamos à conclusão que eles têm actuado com a nossa permissão, pela nossa ignorância.
Como nacionalistas informados e credíveis que pretendemos ser, não nos podemos perder nos chavões habituais sem antes nos debruçarmos de forma responsável sobre os assuntos que estão na génese de todas as outras grandes problemáticas. O planeamento familiar e o auxílio real às famílias mais carenciadas por parte do Estado de maneira a suprir situações de desespero são aspectos essenciais e incontornáveis que precisam de ser postos na linha da frente de todo o debate se queremos realmente assumir uma postura de harmonização social.


O PAPEL DO SISTEMA


A interrupção voluntária da gravidez, não se consignando apenas aos casos da nossa lei Penal, passa largamente a barreira do bom senso e demonstra um claro desrespeito pela Vida. Fica na realidade a ser nada mais do que a cedência a um capricho egoísta que prefere destruir uma vida, por comodismo ou por simples indiferença para com o ser Humano. Não são preocupações de alto valor humanista que estão em causa, mas sim o culto por uma liberdade irresponsável e o desprezo por um bem inalienável que jamais deveria ser sufragado.
Esta sociedade consumista e individualista pretende exactamente isso. Promover ideais egocêntricos, mesquinhos, destrutivos e homicidas e esquece-se do elementar: a família, os trabalhadores, os que amam a sua pátria, os seus soldados, as mulheres, os jovens, e pior que tudo, as crianças, os bebés, o nosso futuro. Esta cultura da decadência e da luxúria pretende valorizar a promiscuidade entre indivíduos, a destruição de uma identidade, a despreocupação para com a perpetuação de um Povo e fá-lo paulatinamente, para que não se repare logo. Depois apresenta a lei como se de uma questão de elementar justiça se tratasse. Usando o rótulo de que quem não aceita esta política assassina é retrógrado, “terceiro mundista”, hipócrita, etc. Mas não é o que nos fazem sempre quando não concordamos com eles? Como o nosso ponto de vista é outro e, essencialmente, porque não abdicamos do nosso Povo, da nossa Liberdade, da Justiça e nos recusamos a vender o nosso futuro a uma sociedade corrompida pela perversão e pela cultura da morte, então já não somos democratas.

NOTA FINAL

O cerco vai apertando, mas quem está do lado da Verdade nunca perde. Esta luta não é só de alguns, é de todos nós. Não tem necessariamente a ver com credos ou ideologias, nós não fazemos parte de um rebanho, e por isso mesmo não andamos ao sabor da corrente. Não se cruzem os braços. Vamos lutar pelo que acreditamos!




“UM FILHO NÃO É UM DIREITO É UMA DÁDIVA E UM DEVER QUE NOS ENRIQUECE E VALORIZA”.



15 comentários:

Thoth disse...

Excelente post; todos os que pretendem dar a liberdade à mulher de tirar a vida ao novo ser, fazem-no, porque tiveram a sorte de não terem sido abortados!

Cumprimentos

besta mecanica disse...

Que saudades de ler um post assim. Voltaram os grandes textos! Felicitações camarada Ze do Telhado. Já ando a espera de um belo texto do camarada Mestre de Avis... veja lá se aparece.

Abraços e continuação de bom trabalho

Demokrata disse...

Bom post. Se me permite, vou referencia-lo no meu blog. Abraço

Ze do Telhado disse...

Por mim não há qualquer problema. Muito obrigado pelo vosso apoio.

Cumprimentos

Camisa Azul disse...

Um excelente poste.

jb bettencourt disse...

Lucidez louvável! Continuaçao de bom trabalho!

SousaMendes disse...

Uma criança deve nascer num ambiente na qual é desejada. Num ambiente na qual tem condições para crescer e para se desenvolver normalmente, não estando sujeita à precariedade de pais (ou somente mãe) sem condições económicas ou emocionais para contribuir para a formação de uma pessoa saudável.
Isto porque a família e o núcleo familiar mais próximo são, nas primeiras etapas da vida de uma criança, o pilar mais importante do seu meio que afecta o seu desenvolvimento.
Nascendo num meio na qual não é desejada, junto de pais que não têm condições para a educar e que menos terão com o nascimento desta, quem sai a ganhar? A mãe? O pai? O pai (que muitas vezes abandona o núcleo)? Que condições tem a criança para se tornar uma pessoa saudável e em pleno? Será isto desejável?
E terá uma adolescente de 17 anos capacidade de educar uma criança? E mesmo que tenha, deve abdicar de todas as possibilidades que a vida tem para lhe trazer para que precariamente tente fazer com que uma criança (esquecendo-se de si própria muitas vezes) se mantenha à tona de água?
Será que se fosse a tua filha ou melhor amiga, nestas condições, ou se fosses tu no papel de uma rapariga/mulher, não seria um direito teu o da escolha de não prejudicar a tua vida e a da criança que nascerá num meio tudo menos profícuo ao seu normal desenvolvimento?

Demokrata disse...

Suosamendes, é para isso que serve o estado. Ou seja, para garantir os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos nascidos e não nascidos. Não arranjem desculpas esfarrapadas!

melvingibson6766268924 disse...

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SousaMendes disse...

O estado não dá amor. Esse amor tem que vir dos pais da criança. É simples e tudo menos esfarrapado. É o farrapo que envolve a criança na sua Vida. Sem esse farrapo, a Vida não vale a pena. Não se trata de sobreviver mas sim de VIVER.

Ze do Telhado disse...

Ninguém falou em sobreviver, falou-se sim em Viver, porque todos temos esse direito. Se tivesse lido atentamente o post que escrevi notaria certamente que responde às suas perguntas, de forma directa, creio eu.

Santos R. Queiroz disse...

Grande texto, uma análise muito competente, que, se mo permite, também eu referirei.

Parabéns.

Ze do Telhado disse...

Muito obrigado companheiros.

Abraço

Ze do Telhado disse...

E claro que o pode referenciar, caríssimo Santos R. Queiroz. Nunca é demais referenciar este assunto para preservar tão nobre valor. A VIDA. E se eu puder contribuir para isso, melhor. Será um prazer.
Cumprimentos

jb bettencourt disse...

Excelente post, excelente blog.

Cumprimentos