quarta-feira, janeiro 10


Reabilitar prédios devolutos para realojamento social

«A Ordem dos Arquitectos quer diminuir o número de prédios devolutos na cidade de Lisboa - e já são mais de 60 mil -, transformando alguns em fogos sociais. Para a bastonária da Ordem, Helena Roseta - que ontem falou ao DN, em Lisboa, à margem da apresentação do projecto Habitar Portugal 2003-2005 - "não é socialmente admissível termos tantas habitações vazias quando existem inúmeras pessoas sem casa".»

Neste artigo do Diário de Notícias, datado de 10 de Janeiro, hoje, verificamos que mais uma vez estamos a dar o "peixe", em vez de darmos a "cana".
Normalmente, estes prédios devolutos encontram-se na zona histórica de Lisboa, como é o caso do Chiado, Bairro do Castelo, etc. e não podem ser dados para realojamento social. Esta medida sem nexo vai, por completo, contra a intenção da Câmara Municipal de Lisboa de reabilitar o centro da cidade, realojando-a com estudantes e classe média, podendo, de facto, aí haver uma modernização e uma mudança de "ares", tornando estas zonas mais atraentes.

Ora, o que se passa é tirar de lá pessoas sem posses, reconstruir os prédios e voltar a colocar lá pessoas sem posses. O que é que adianta? É caso para dizer que se "muda o lixo, mas as moscas são as mesmas". Perdoem-me a frontalidade, mas é de facto isto que se passa e desta forma vamos continuar a ter um centro completamente sujo, onde é impossível andar sem ser abordado (por más razões), onde as pessoas não se sentem bem a ir passear. E quem conhece Lisboa sabe que o nosso centro está cada vez mais deserto.

Peço a quem de direito que faça alguma coisa para alterar esta situação!

1 comentário:

Augusto Emilio disse...

É mais uma medida justa do Socialismo marxista, alguém que trabalha para pagar em 50 anos a sua casa, vai morar num muquifo dos arrabaldes, e os parasitas sociais que nada fazem, oferecem-lhes casa num prédio centenário mesmo no centro da bela Lisboa. Extraordinário.