sexta-feira, junho 20


A Questão dos Impostos

Não é surpresa que a questão dos impostos me indigna. Em Portugal temos um sistema perfeitamente caótico e uma máquina fiscal totalmente desadequada, embora o Governo nos tente convencer do contrário.


Se nos passearmos pelos dados económicos dos países nórdicos (países que o nosso PM quer imitar fiscalmente, segundo declarações públicas), verificamos que eles pagam mais ou menos a mesma coisa que nós. Quer isto dizer que a nossa carga fiscal é semelhante à suportada por uma Suécia ou uma Noruega. Até aqui tudo bem (embora eu ache que passávamos melhor sem ter que pagar tanto imposto ridículo), mas a questão primordial não é esta. Enquanto que nos países nórdicos os impostos servem para assegurar um bem-estar extraordinário aos seus cidadãos, desde a educação, à saúde e à segurança, em Portugal servem para encher os bolsos dos nossos queridos governantes. É no mínimo ultrajante!
Eu até que nem me importava de pagar os impostos que pago se tivesse uma saúde sem listas de espera, uma justiça célere e rápida, uma educação com resultados, mas o que eu vejo é que a nossa espécie de imitação só chega à parte do pagar, em vez de nos atingir onde melhor nos sabe - no receber!

Está na hora de "encararmos o toiro pelos cornos" e dizermos aos nossos governantes que assim não pode ser! Ou pagamos os ditos impostos e temos as "recompensas" merecidas, ou então deixamos de pagar impostos e ficamos exactamente na mesma (mas recebemos os outros 50% do ordenado!)

Bem-haja a todos.



4 comentários:

jb bettencourt disse...

um estado onde os impostos sao progressivos e atingem os niveis dos 42% mais contribuiçoes disfarçadas de serviço, soam a roubo e nao se coadunam com a mentalidade europeia latina, como alias referiu e bem o seu colega Ze do Telhado, quanto a governabilidade das democracias na Europa do Sul que representam uma realidade contraditoria a propria cultura e ao espirito do povo enquanto manifestaçao de vontade e identidade.

Bom post no geral.
Bom regresso ao activo.

Cumprimentos saudosos

Anónimo disse...

Esta é a nossa mentalidade de portugueses pobrezinhos que querem que Roma e Pavia se façam num dia! Os impostos que pagamos são certamente aproveitados para muita coisa que apenas se mantém invisível para quem não quer ver! Com as medidas impostas pelo governo do nosso primeiro ministro José Sócrates, medidas correctas e justas, estou certo de que Portugal se encontra no caminho do progresso e da justiça e que em menos tempo do que possa imaginar se verão os resultados. Todas as áreas a que se referiu, da saúde à educação,passando pela justiça, se encontram num ritmo de crescimento célere para que em breve mesmo os países que refere nos venham a invejar. Por isso lhe digo: queixe-se menos e contribua mais, porque só se todos contribuirmos para o bem comum e se todos os que lastimável e crimonsamente fogem aos impostos forem severamente punidos e educados chegaremos onde o melhor governo de que há memória em Portugal pretende chegar. E não duvide: lá chegaremos e bem depressa!

Anónimo disse...

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Mestre de Aviz disse...

Não sei que dados económicos é que viu, mas aconselho-o seriamente a visitar o site do Instituto Nacional de Estastística e do Banco de Portugal. Verá que a cassete que depositou aqui no blogue está completamente errada.

Bem-haja