terça-feira, junho 26


Uma ideia para Portugal

Servir Portugal e o Povo Português

"Estas não podem ser palavras e intenções vãs. Têm de reflectir-se nos nossos actos, na nossa vontade, na fé inquebrantável no destino histórico deste grande país que fomos, somos e que temos a obrigação de garantir que continuaremos a ser.
O país que queremos servir e do qual somos orgulhosos cidadãos, não é apenas o depositário daquele gigante que nos alvores da Idade Moderna deu novos mundos ao mundo, rasgando com audácia inaudita oceanos imensos e desconhecidos.
Somos muito mais que o reflexo de uma gloriosa história e o sobrevivente quase milenar da conturbada história do Velho Continente. Somos o Povo de tolerância, do espírito audaz, da honradez de carácter e da solidariedade imensa com os mais desfavorecidos e desprotegidos.
Somos também o Povo da saudade, da melancolia e do eterno luto. Somos, muitas vezes, o nosso pior inimigo devido à nossa proverbial inconstância e autocompaixão. No nosso espírito estará sempre presente essa eterna luta entre o temeroso Velho do Restelo e o marinheiro cosmopolita da modernidade.
Cabe-nos, pois, recolher o testemunho certo: o da modernidade, da audácia, do espírito empreendedor, em suma, o do futuro.
Os partidos políticos têm nos sistemas democráticos o privilégio imenso e o dever irrecusável de servir os povos. Representando a vontade dos cidadãos, assegurando o bem comum e sendo fiel aos interesses permanentes da Nação.
Cabe aos políticos servir e não servir-se. Resistir ao apelo fácil do populismo e manter-se firme na defesa dos seus ideais e dos interesses nacionais.
Para além da frieza das estatísticas os políticos devem concentrar-se naqueles que devem ser os seus principais objectivos: garantir a prosperidade da população e do país, numa sociedade equilibrada onde esteja assegurada a igualdade de oportunidades.
Mas a sociedade que defendemos não é apenas o somatório de indivíduos com direitos. Todos os cidadãos têm o dever de trabalhar - de acordo com as condições e capacidades que possuam - para prover o seu sustento e colaborar no esforço comum de criação de riqueza.
Nesta perspectiva ideológica o Estado deve assegurar o bem comum - segurança, educação, saúde, igualdade de oportunidades, ambiente, propriedade, etc.
Cabe à sociedade privada criar o essencial da riqueza no âmbito do mercado livre e do respeito pela propriedade privada.
Cabe a todos corrigir as desigualdades sociais - e não apenas ao Estado - através de atitudes e práticas que forneçam meios, conhecimentos e novas oportunidades para os nossos compatriotas mais desfavorecidos. De outra forma, criaremos uma sociedade refém de si própria. Vitima de uma criminalidade crescente, alimentada pela exclusão social, o desemprego, a miséria e o ódio.
A ideologia histórica do Partido Popular Monárquico é tudo isto. Amor à Nação, defesa da democracia, defesa da especificidade cultural do país, preocupação ambiental, defesa de uma sociedade impregnada de humanismo, solidária, culta e de valores civilizacionais fortes.
No espectro político português somos também um Partido único no que diz respeito à natureza do sistema político que defendemos, nomeadamente no âmbito da chefia do Estado. Defendemos uma monarquia constitucional democrática.
Tem sido uma luta difícil num país em que a república foi imposta através de um golpe militar, antecipado e preparado no tempo pelo brutal regicídio do Rei D. Carlos e do herdeiro do Trono, o Príncipe Luís Filipe.
Os monárquicos têm sido, desde aí, brutalmente perseguidos e ridicularizados pelos detentores do poder republicano. Não nos deixemos enganar! Persistem os sectores jacobinos que continuam vigilantes na defesa intransigente da sua república.
A nossa Constituição, formalmente tão democrática e universalista, possui os mecanismos autoritários e antidemocráticos das suas congéneres de 1911 e 1933. A alínea b) do artigo 288.º - limites materiais da revisão constitucional - é a derradeira tranca administrativa do regime. Qualquer revisão constitucional é possível, e passo a citar, "se for respeitada a forma republicana de Governo".
Esta é uma forma especial de democracia! Aquela que estabelece que a mesma só existe para o grupo dominante, deixando quem pensa de forma diferente fora da legalidade e do democraticamente possível.
O Partido Popular Monárquico tem, portanto, três décadas de luta política muito difícil neste sistema político-partidário. Não renegamos - jamais o faremos - a nossa opção por um sistema monárquico de Governo. Fá-lo-emos, no entanto, sempre de forma pacífica, democrática e patriótica.
Respeitaremos sempre - por imperativo patriótico - todos os símbolos históricos nacionais, sejam eles monárquicos ou republicanos. Tudo isto porque a opção monárquica só é moralmente e politicamente superior porque une os portugueses - algo que a república jamais conseguirá. Porque estabelece a continuidade histórica da Nação: daqueles que foram, são e serão portugueses.
Portugal é - na nossa perspectiva ideológica e histórica - uma ideia secular, património que resultou do esforço e do sacrifício de milhões de portugueses de todos os tempos. Cabe-nos agarrar o testemunho dos nossos pais e avós e honrar a sua memória continuando a construir uma Nação independente, orgulhosa, honrada, próspera e solidária.
Para esse objectivo a Coroa Portuguesa - com o seu prestígio, simbolismo, história, independência e vocação consensual - assume um carácter fundamental. A nossa monarquia resultou duma aliança fundacional entre a Coroa e o Povo - nesse sentido é diferente de todas as outras na Europa.
Essa sua natureza foi repetidamente reafirmada ao longo da nossa longa história. Permitiu manter unida a Nação e resistir às convulsões político-militares de um continente onde só nós permanecemos no nosso lugar ancestral. Nessa longa viagem histórica observamos grandes impérios a desmoronarem-se. Fomos os observadores atentos de todos esses acontecimentos. No final, contra todas as perspectivas, continuamos onde sempre estivemos ao longo do último milénio.
A nossa monarquia desempenhou um papel fundamental nesse desiderato e, na nossa perspectiva, pode e deve continuar a desempenha-lo no futuro. O seu ressurgimento é cada vez mais urgente.
A nossa república semipresidencialista, entretida em jogos palacianos de poder, transformou Portugal no país politicamente mais instável da União Europeia. Raramente os governos terminam os seus mandatos e ao longo das suas curtas legislaturas a instabilidade ministerial é a regra.
A continuidade na acção governativa é uma miragem. Governos de sinal contrário inundam o país - em períodos curtíssimos de tempo - com iniciativas legislativas que nos lançam num permanente caos burocrático.
O projecto nacional não estabiliza e o tecido económico, em sobressalto permanente, contemporiza e adia. Eis um retrato da III República. Nesta conjuntura cabe-nos servir Portugal oferecendo ao país uma alternativa monárquica."

Por Nuno Maria Figueiredo Cabral da Câmara Pereira

7 comentários:

Anónimo disse...

miseráveis...só sabem citar e citar...
Assim também tenho um blog!

Ass.: Bentley de LATA

besta mecanica disse...

Parece-me um excelente texto, óptima selecção.

Qual é o seu problema, comunazeco?
Será que citar bons textos que exprimem opinião conexa não é boa uma forma de divulgar a mensagem? Não será também sinal de humildade mostrar que outros também sabem o que dizem? Não será sinal de imparcialidade divulgar opiniões de vários quadrantes politicos, sem assumir preferência por um partido em concreto?

Só vejo factos positivos na exposição do texto do dirigente do PPM, até porque escolher textos destes não é, por certo, fácil.
Portanto, se faz melhor, mostre. Mas parece que não. Ne blog tem, nem conseguiria, porque todo o seu discuros se resumiria em duas ou tres frases, do género: " miseráveis que voces sao; capitalistas nojentos; fascistas disfarçados..." entre outras bacoradas comummente referidas por gente que pensa como vós...

Mestre de Aviz disse...

Obrigado pela defesa. Esse senhor está mesmo num desespero mental perigoso. Mias vale não ligar a essas bocas completamente despropositadas.

Um abraço

Anónimo disse...

esse artigo da constituição está lá por alguma razão: para evitar que governos extremistas cheguem ao poder. vocês sabem que a humanidade já experienciou demasiado desses tipos de governo (e atenção, não me refiro apenas ao governo nazi, mas tambem da URSS e da china).

além disso, eu pergunto: o que eles querem, é um governo monárquico, estilo inglaterra? ou seja, uma fantochada? na verdade, o rei não está lá a fazer nada... então para quê estar? não faz sentido...

enfim, nesta altura, penso que é "impossível" a emergencia de governos monárquicos. o tempo deles, simplesmente, já passou...

Augusto Emilio disse...

Ao odioso ignorante da industria automobilistica já nem há paciência para apontar a parvoíce. Ao senhor anónimo pergunto se acha talvez melhor acabar com a figura presidencial e com toda a falsa corte de merceeiros que sustentamos, já que nada também faz segundo a sua mente redutora.

Quanto ao texto de Nuno da Câmara Pereira, ganhou-me na eloquência do sentimento histórico, monárquico e patriótico mas perdeu-me na confusão socialista e no discurso quasi político. De um lider de um partido monárquico (que só por si representa uma parte, o que para mim não faz sentido, pois um Rei pretende-se representar o todo do Povo), deve-se exigir um discurso concreto, que mostre saber o que quer, que saiba ler o espírito de Portugal, não se quedando perante uma reunião de vontades para angariar votos como a corja politiqueira.
Ou temos uma monarquia forte e querida pelos portugueses, ou para termos uma fantochada que cede a pressões políticas e de populismo mais vale manter esta républica, a qual ao não nos dizer nada, não nos representa e nunca nos pode envergonhar.

Bem-haja!

Mestre de Aviz disse...

"esse artigo da constituição está lá por alguma razão: para evitar que governos extremistas cheguem ao poder."

Você está a dizer que o Rei seria um extremista? Está a comparar o Rei a um Nazi ou Comunista? Em que é que se baseia? Não me parece que isso faça muito sentido...

O Rei é um garante da liberdade, da identidade e da independencia de um País. Faz muita falta!

Cumprimentos

Anónimo disse...

Um Rei faz muita falta em termos de estabilidade politica que Portugal é coisa que não se consegue há algum tempo. Ainda que mudem os governos, fica o Rei